Tecnologia da Informação e Comunicação na Psicopedagogia
Inspirado
nos blogs educacionais existentes
na NET, este é dedicado a psicopedagogia. Trabalho
apresentado como requisito parcial para avaliação da disciplina Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
do curso de Pós Graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da FBB –
Faculdade Batista Brasileira, Salvador Bahia, sob a orientação da professora Caroline
Falcão.
A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de
forma integrada, com um objetivo comum. As TIC são utilizadas das mais
diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no
gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos
(informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de
ensino/aprendizagem, na educação à distância). Ainda,
podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre
si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e
telecomunicações, a automação e comunicação dos processos.
E para os
psicopedagogos tem o objetivo de fortalecer
diretrizes sobre como melhorar a capacidade na prática de ensino/aprendizagem
por meio da TIC.
Vivemos
um momento onde a cultura encontra-se em plena evolução através de novos
instrumentos como os laptops, ipad, etc.. Momento em que o mundo se assim
podemos dizer, cabe na palma de nossas mãos. Momento onde se fala em inclusão
através destas novas tecnologias. A construção do conhecimento extrapola
fronteiras do dinamismo, construindo-se quase que instantaneamente numa relação
em rede, onde os encontros sociais agora acontecem virtualmente. O ser humano
vem potencializando suas funções psíquicas superiores tentando acompanhar este
ritmo frenético que a informatização impõe aos nossos dias atuais. Desta forma,
não podemos esperar, temos que nos atualizar quanto aos novos processos de
aprendizagem. E o psicopedagogo que tem como objeto de estudo processo de
aprendizagem humana que sem dúvida necessita buscar isto em sua formação visando
novas possibilidades nesta dinâmica trajetória, através da criatividade, tendo boas idéias.
Desenvolver
competências e habilidades na busca, tratamento e armazenamento da informação
transformam-se num diferencial competitivo dos indivíduos. A democratização da
informação, aliada a inclusão digital, pode se tornar um marco dessa
civilização. Contudo, é necessário que se diferencie informação de
conhecimento. Pois, sem dúvida, vivemos na Era da Informação.
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Atividade Pontuada
Com base na leitura crítica do texto:
Procure:
a) Esclarecer como as TIC abriram
caminho para o novo paradigma educacional
As TIC potencializam a ampliação da
consciência humana, através de uma nova cultura, a cultura da informática. Compreendo
que neste momento estamos em constante movimento de transformação social, proporcionado
pela inserção das TIC em nossas vidas, provocando as estruturas cognitivas do
ser humano para novas aprendizagens. Este movimento é dinamicamente crescente e
traz consigo novas formas de relação no processo de aprendizagem humana, e
consequentemente, surgem novas reflexões para o campo do saber que estuda esta
área do conhecimento.
O texto é claro ao nos apontar que o
desenvolvimento das tecnologias baseado na computação e na informação, passou
por uma necessidade de adequar os currículos escolares às novas necessidades.
Inicialmente começou-se a acreditar que era necessário melhorar a formação dos
docentes, o sistema de controle e de avaliação. Por volta de 1924, S. Pressey inventou
uma máquina que permitia corrigir os testes de escolha múltipla. Em 1950, com Skinner
foi introduzido uma máquina de ensinar, baseada na instrução programada, que
consistia em dividir o material a ser ensinado em pequenos módulos para que os
conceitos fossem apresentados aos alunos de forma sequencial.
Com o advento do computador na sala de
aula estes módulos de conceitos eram apresentados com maior flexibilidade e no
inicio dos anos 60 foram criados diversos programas informáticos de instrução
programada, “ensino assistido por computador”. Assim, a integração dos
computadores nas escolas ficou marcada pela tentativa, inicialmente de melhorar
a eficácia do ato de ensinar. O ensino assistido por computador fornecia um substituto para o professor ou algo que potencializasse a
sua capacidade de ensinar. Porém o aparecimento das novas tecnologias de
informação e comunicação e a sua arquitetura em rede veio reforçar o papel do
professor e da escola porque, em uma sociedade altamente competitiva, a
qualificação é um fator essencial e a base da sua organização. A necessidade de
aprendizagem da leitura e da escrita e do domínio das línguas estrangeiras
continua a ser primordial no acesso à informação e à cultura, porém, novos
desafios se colocaram à escola. O segredo está no aproveitamento das
potencialidades que as novas tecnologias nos proporcionam.
b) Descrever e caracterizar o novo paradigma educacional
O processo de informatização vive um
ininterrupto momento de criação inerente ao ser humano. A escola, através das
transformações culturais do ultimo milênio, agregou a sua relação
ensino-aprendizagem, novos mediadores: Computador, Celular, Internet, que
trazem consigo, novas perspectivas na construção do processo
ensino-aprendizagem.
Segundo o texto, no antigo paradigma
educacional (fabril, instrucionista), os conhecimentos eram transmitidos ao
aluno, estes apresentavam uma postura passiva, eram vistos como caixas vazias a
ser cheias pelos professores. O professor classificava e selecionava os alunos
promovendo uma aprendizagem competitiva e individualista não havendo qualquer
tipo de relação entre professor-aluno. No novo paradigma educacional o
conhecimento é visto como um processo construtivo pelos alunos e pelo
professor. Neste paradigma, os alunos são vistos como descobridores,
construtores, ativos e transformadores do conhecimento. Eles tomam decisões sob
a orientação do professor. Este deverá promover ambientes de aprendizagem
positiva. Neste novo paradigma dá-se relevo às relações entre alunos e
professores-alunos. A aprendizagem deixa de ser competitiva e individualista e
passa a ser uma aprendizagem cooperativa. Anteriormente a quantidade de
informação era limitada, agora os alunos têm ao seu dispor uma infinidade de
informação, onde são eles que devem saber procurá-la e selecioná-la.
Se por um lado, a escola perdeu a preeminência
da produção de conhecimento, por outro, deixou escapar também a sua supremacia
socializadora e tem de partilhar com os meios de informação e comunicação a
formação cultural dos educandos. É este o desafio que se coloca à comunidade educativa
e que urge dar respostas para validar a razão de ser da escola, mudando
metodologias e práticas para adaptá-las à nova sociedade cada vez mais
dependente da tecnologia, de informação e comunicação.
c) Estabelecer as relações existentes entre o novo paradigma educacional e as TIC
A partir deste ponto de vista teórico estamos
vivendo o período de uma nova tradição, a cultura da informática, constituídas
de novos formatos de interações sociais. Neste sentido os espaços formais de
aprendizagem, as instituições de ensino têm se articulado a sociedade de
informação e do conhecimento, reconsiderando e repensando sua pratica em busca
de melhores condições para que todos possam dispor, gerir e ter acesso a novos
produtos imprescindíveis ao desenvolvimento dos processos de ensino/aprendizagem,
neste caso as TIC.
Neste caso o texto nos mostra que à medida que se
davam os primeiros progressos na exploração do computador, surge Seymour Papert que apresentou uma ferramenta (LOGO) que, entregue aos
aprendizes, potenciasse as suas possibilidades de aprender, e de aprender além
do currículo. Numa sociedade em constantes mudanças foi necessário preparar
pessoas capazes de aprender, havendo desta forma uma mudança para um paradigma
construtivista. A integração das tecnologias de informação e comunicação, a
aldeia global, a internet (blogues, email, skype…) permitem efetivamente abrir
as portas da sala de aula, dando a possibilidade de obter informação de forma
mais rápida e mais econômica. Proporcionam oportunidades de acesso a imagens,
sons e pessoas, permitindo a troca de mensagens, idéias e troca de opiniões.
Além disso, as TIC permitem o consentimento
da diversidade cultural, permitem o conhecimento de outras culturas, outros
modos de vida e diferentes povos. Amplia a linguagem, o pensamento matemático e
desenvolve o pensamento geométrico e espacial. No entanto, é necessário que os
professores adotem uma visão psicopedagógica e façam uma reflexão de integração
adequada das TIC no processo de ensino-aprendizagem. Pois, educar numa sociedade de informação e comunicação não é só adquirir um conjunto de técnicas fundamentais para a utilização das tecnologias, mas, primordialmente adquirir as competências essenciais que permitam produzir bens e serviços, saber tomar decisões fundamentadas quanto ao que se quer ou não conhecer, saber operar com destreza os instrumentos postos à disposição no seu trabalho, aplicar com criatividade os novos meios em situações simples ou sofisticadas.


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